Arquivos mensais: outubro 2015

Cultura Cervejeira – Adjuntos Cervejeiros

maltandbeer

Olá a todos, nos primeiros posts que propusemos abordar os ingredientes da cerveja nós abordamos os ingredientes principais, os insubstituíveis, com a falta de um deles, não temos cerveja. Por último, resolvemos abordar alguns produtos que podem fazer um resultado fabuloso na produção de uma boa cerveja, fora os componentes principais.

Repetindo o post que fala do que é feita a cerveja (clique aqui para ver a postagem), “a cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, além dos cereais maltados, temos a água, o lúpulo e as leveduras”. Portanto, fora esses principais ingredientes, qualquer produto que aparecer na formulação da cerveja, seja cereal, seja frutas, legumes, especiarias, serão denominados adjuntos cervejeiros.

Isso se deve a uma lei alemã de 1516 chama Reinheitsgebot, (Lei de Pureza da Cerveja em alemão) essa lei instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os ingredientes citados no parágrafo acima. Logicamente, com esses ingredientes podemos fazer inúmeros tipos de cerveja, tudo dependendo da quantidade usada de determinados produtos, cereais mais torrados conseguem fazer cervejas diversificadas, quantidades e tipos diferentes de lúpulo podem fazer uma cerveja de sabor diferente.

Mas era só atravessar a fronteira da Alemanha com a Bélgica que encontramos outra escola cervejeira, exemplo clássico é a cerveja tipo Witbier, que além de conter em sua formulação trigo não maltado para deixá-la mais leve, também recebe cascas de laranja e semente de coentro. Então temos uma cerveja que não é puro malte, mas com qualidade absurda e maravilhosamente deliciosa.

Mas esse assunto se tornou até polemico por causa de três palavras que estão nos rótulos das principais marcas de cerveja no país: CEREAIS NÃO MALTADOS.

O que é isso? Muitas vezes as grandes indústrias de cerveja utilizam boa quantidade de milho ou arroz na formulação de nossas cervejas mais populares e camuflam essa informação com essas palavras. A utilização desses cereais serve tanto para conseguir uma cerveja mais leve, permitindo o consumidor bebê-la em maiores quantidades (acredite, se você consegue tomar, por exemplo, uma caixinha de lata de cerveja de 350 ml, vai ter sérias dificuldades ou até mesmo não vai conseguir tomar nem metade dessa quantidade de uma cerveja de trigo) e também para baratear o seu custo.

Agora, minha opinião sobre esses cereais não maltados, ou outros adjuntos cervejeiros, vai de encontro com o que li no site da Escola Superior de Cerveja e Malte (www.cervejaemalte.com.br) ao fazer minha pesquisa sobre esse assunto:

“Será que cerveja com adjunto (cereais não maltados) é sinônimo de baixa qualidade?

DE MANEIRA ALGUMA!

Este é um assunto que gera muita discussão, principalmente com a descoberta do consumidor da utilização de adjuntos na cerveja. Ou mesmo pelo conservadorismo de muitos cervejeiros com a utilização destes.

Porém, os adjuntos não devem interferir nas características da cerveja, devendo ser o mais brando possível. De forma que não estão relacionados diretamente à qualidade do produto final, quando utilizados corretamente, da mesma forma que uma cerveja por ser 100% malte não é garantia de que seja uma cerveja de boa qualidade.

“Sendo assim, podemos sim ter cervejas mais baratas e de qualidade com a utilização de cereais não maltados, como também podemos ter cervejas excelentes puro malte.”

Portanto, a cerveja pode ter o mais bizarro ingrediente no meio de sua formulação, mas se ela for gostosa, refrescante, te traga prazer ao degustá-la, deguste-a sem medo.Dúvidas, criticas e sugestões, mande um e-mail para bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br, abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Amazon Beer Forest Bacuri

AMAZON BEER (2)

Cerveja Amazon Beer Forest Bacuri

Olá a todos, geralmente quando pensamos em cerveja artesanal brasileira, pensamos em lugares como a região Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro. Será que somente nesses locais existem boas cervejas artesanais?? A resposta é um sonoro NÃO. Prova disso é a cervejaria que iremos abordar hoje que está encravada em Belém do Pará, dentro de um ponto turístico da cidade, e ela própria, um ponto turístico de Belém, estamos falando da Amazon Beer.

Cervejaria fundada em 2000, dentro da Estação das Docas, um centro de lazer e gastronomia aberto na antiga região portuária de Belém, bem de frente para a Baía do Rio Guajará, logo de cara se transformou em sucesso na sua cidade e investe para levar suas receitas para todo o país.

BACURI - AMAZON BEER

Bacuri, a fruta amazônica responsável pelo sabor diferenciado da Amazon Beer Forest

A Amazon Beer tem como característica principal utilizar em suas receitas, matérias primas originais da floresta como frutas, sementes e raízes que dão um toque especial em suas cervejas. Na cerveja que falaremos hoje, a matéria prima em questão é o Bacuri, que é uma das frutas mais populares da região Norte, seu fruto apresenta uma casca dura e resinosa, com polpa branca, de aroma agradável e sabor intenso.

Vendidas em garrafas Long Neck de 355 ml, com graduação alcoólica relativamente baixa, de apenas 3,8%, a Amazon Beer Forest Bacuri é uma Fruit Beer, que nada mais é que um determinado estilo de cerveja com frutas ou suco de frutas. Cerveja dourada, levemente turva, com espuma branca volumosa no início (como vocês podem observar na foto acima), porém com pouca duração, após os primeiros goles fica uma camada fina dessa espuma, aroma frutado, um cheiro bastante gostoso da fruta que chama a atenção, seu sabor é um caso à parte, pois um gosto doce e levemente azedo, que deixa essa cerveja bastante saborosa, com alta carbonatação, aquela sensação de borbulhas do liquido, semelhante a um refrigerante, o amargor do lúpulo quase não é percebido nela.

Não à toa que a Amazon Beer se orgulha dessa cerveja ser Medalha de Ouro no Festival Brasileiro de Cervejas de 2013, e Medalha de Bronze no “International Beer Challenge 2014” em Londres, segundo o site da cervejaria (www.amazonbeer.com.br)

Cerveja que combina com saladas, peixes em geral. Encontrei essa beleza no Wal-Mart, e já a ví sendo ofertada em vários sites especializados em boas cervejas. Se você já experimentou, conte pra nós o que você achou dela. Abraços e boas cervejas a todos.

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br

 

Cerveja Karavelle Índia Pale Ale

CERVEJARIA KARAVELLE

CERVEJARIA INDEPENDENTE VERA CRUZ, FABRICANTE DA CERVEJA KARAVELLE, INDAIATUBA – SP

Olá a todos, depois que eu topei o desafio de abastecer esse blog, me vi “obrigado” (como se isso fosse chato de fazer, hehehehe) a caçar novas cervejas, novos rótulos, novos tipos de cerveja e hoje irei falar de uma marca de cerveja que faz certo tempo que tinha curiosidade de experimentar e de quebra um novo tipo de cerveja que nunca tinha experimentado.

Sempre fui uma pessoa musicalmente eclética, mas com um pé fincado no Rock, e sempre fui ouvinte da Rádio 89FM daqui de São Paulo. De 2006 até o final de 2012 houve uma interrupção na programação rock na referida rádio, até que em Dezembro de 2012 zapeando as estações de rádio enquanto voltava do meu trabalho pra casa ouvi rock na freqüência 89,1 Mhz. Descobri que a rádio que eu tanto gostava tinha voltado. ALELUIA!!! Mas você que está lendo esse post deve estar se perguntando: O que diabos isso tem a ver com cerveja?? Nos intervalos da Rádio 89 FM, havia um comercial de uma cerveja que nunca tinha ouvido falar: Karavelle, com a radialista Luka sendo a voz da marca. Achei interessante e resolvi achar um lugar para experimentá-la.

Cervejaria de Indaiatuba, São Paulo, criada em 2009 por Daniel Ribeiro Whitaker Sobral e Otávio Uchoa da Veiga Neto, ela se orgulha de suas receitas exclusivas, cuidadosamente elaboradas pelo seu mestre cervejeiro que seguem rigorosamente a Lei de Pureza da Cerveja Alemã (Reinheitsgebot) de 1516.

KARAVELLE IPA

KARAVELLE INDIA PALE ALE

A cerveja Índia Pale Ale, ou IPA foi criada na Inglaterra durante a colonização da Índia. Acostumados a beber cerveja em sua terra natal, os oficiais ingleses que estavam na longínqua Índia sentiram falta da sua bebida predileta. Logo, foi solicitado que fosse mandada para a Índia a sua querida cerveja. Porém, a receita original das cervejas inglesas não resistia à travessia do oceano até o continente asiático e chegavam à Índia estragada. Por isso, foi criada uma receita diferenciada para poder atender os anseios dos colonizadores ingleses na Índia por cerveja. Então, foi colocada uma dose extra de lúpulo nos barris de cerveja que iriam enfrentar a longa viagem até a Índia, pois além do lúpulo ter papel fundamental no aroma e no amargor da cerveja, o mesmo possui atividade antibiótica. Além da dose extra de lúpulo, também ficou mais alcoólica que a cerveja consumida na época, e, portanto, conferia maior durabilidade à cerveja. E nesse resultado se originou uma cerveja encorpada e com aroma de lúpulo bem definido.

E a versão IPA da Karavelle, vendida em garrafas de 600 ml não ficou devendo em graduação alcoólica, com 7,5%, é uma cerveja de cor acobreada, com espuma muito bonita, com uma coloração levemente puxada para a cor bege que deixa marcas no copo até o final (estudando sobre cervejas, descobri essa informação, diz que uma cerveja de boa qualidade deixa as marcas de espuma ao redor do copo, o nome disso é laço belga), aroma mais forte que uma cerveja tradicional devido à presença maior do lúpulo, e com essa dose extra de lúpulo, temos uma cerveja de sabor forte, mais amarga que o normal, mas muito longe de ser uma cerveja ruim de beber, muito pelo contrário, esse amargor do lúpulo deixa uma sensação de querer beber o mais rápido possível o próximo gole. Cerveja que harmoniza muito bem com hamburger, carne assada e pizzas

Quem quiser saborear essa bela cerveja, ela é facilmente encontrada em bares e supermercados. Abraços e boas cervejas a todos.

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

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Cerveja Guinness Stout

GUINNESS

Cervejaria Guinness, Dublin – Irlanda

Olá a todos, hoje vamos falar de uma das cervejas mais famosas do mundo, sinônimo de um país, com riqueza de histórias, vamos falar da cerveja Stout mais famosa do mundo. Esse estilo tem origem britânica, e é uma cerveja de cor escura e opaca, e a Guinness é tão famosa que o “Livro da Cerveja” (Autor: Tim Hampson; Editora Globo) cita que se você for a um pub, e pedir um pint de “cerveja escura” ou cerveja Stout, você receberá a cerveja Guinness.

Fundada em 1759 por Artur Guinness, que alugou uma fábrica em Dublin, Irlanda, e começou a produzir sua cerveja que é feita até hoje com a mesma composição: Malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Boa parte desse malte é torrado, e com isso temos uma cor marcante escura, opaca, e um paladar tostado.       Uma cerveja com tanta tradição acaba tendo algumas curiosidades, dentre elas:

-A Harpa irlandesa, símbolo da marca, foi adotada em 1862.

– Até 1886, a Guinness era a maior cervejaria do mundo, produzindo 1,2 milhões de barris por ano.

– Metade da cerveja consumida na Irlanda é Guinness.

– A fábrica da Guinness, em Dublin é a principal atração turística da Irlanda, recebendo em torno de quatro milhões de visitantes/ano.

– Hoje em dia, a Guinness é produzida localmente em 60 países e comercializada em 120 países, possuindo 80% de participação no mercado mundial de cerveja escura.

Mesmo ela sendo produzida em vários países, a cerveja que bebemos aqui no Brasil é importada da Irlanda, fabricada na famosa sede de Dublin, em latas de 440 ml, com graduação alcoólica de 4,2%.

GUINNESS (2)

Cerveja Guinness Stout

A lata da Guinness tem o sistema Draughtflow, a famosa bolinha que libera nitrogenio e cria uma cascata de espuma que torna o colarinho bastante cremoso, extremamente duradouro, aroma e sabor bastante marcante, sabor seco, que lembra café torrado, ótima companhia para comidas variadas, no caso, aqui ela foi degustada acompanhada de uma porção de frios que combinaram perfeitamente.

Encontrada em supermercados, lojas especializadas, pubs e bares.Experimente e nos fale qual foi sua opinião sobre essa cerveja. Abraços e boas cervejas a todos.

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

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Cerveja Polar

CERVEJA POLAR

Cerveja Polar em Lata 473 ml.

Olá a todos, hoje vamos falar de uma cerveja que dependendo de onde nosso leitor esteja acessando esse blog é facílimo de encontrar ou não. O leitor do Rio Grande do Sul conhece essa cerveja e encontra com muita facilidade, quem mora fora desse belo estado tem grande dificuldade em bebê-la, ou você vai para lá ou faz como eu, pede de presente para quem vai viajar para lá, a Cerveja Polar.

Ela é uma cerveja Lager, lançada em 29 de outubro 1929 na cidade de EstrelaRio Grande do Sul, desde 1972 integrava a linha de cervejas regionais da Antarctica, e após a fusão de Antarctica e Brahma para a AMBEV, é a maior e mais antiga marca regional da AMBEV. Tem como ponto forte o marketing de ser vendida apenas dentro do estado do Rio Grande do Sul.

Produzida a partir de maltes e lúpulos selecionados, com 5,0% de teor alcoólico, é produzida com fermento de baixa fermentação e possui aroma, sabor e amargor suaves. É vendida em garrafas de 1 litro, 600 ml, long necks de 355 ml e latas de 350 ml e 473 ml.

CERVEJA POLAR 2

Orgulho pela terra estampada na lata em formato estilizado e as cores da Bandeira do Rio Grande do Sul e seus dizeres.

Ganhei duas latas de Polar de minha irmã Luciana e meu cunhado Michael após uma viagem para Porto Alegre, ao chegar e ver as latinhas me esperando foi muito bacana, fiz questão de abrir uma o mais rápido possível, ao derramar a cerveja no copo vi que ela tem uma coloração e sabor mais suave do que as cervejas comerciais que estamos acostumados a beber, refrescante, baixo amargor, normal em cervejas Lager, espuma branca que se dissipa rapidamente, muito gostosa, não tive a oportunidade de bebê-la junto com um churrasco, a primeira combinei com uma macarronada e frango assado que combinou perfeitamente.

Essa cerveja não dá para dizer que é facilmente encontrada em supermercados e bares, a não ser que você seja do Rio Grande do Sul. Esperamos que gostem de nossas postagens. Críticas ou sugestões podem ser enviadas no e-mail bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br  . Abraços e boas cervejas a todos.

Cultura Cervejeira – Leveduras ou Fermento

LEVEDURAS

Leveduras da espécie Saccharomycescerevisiae

 

Olá a todos, dando continuidade aos posts que falam resumidamente sobre os ingredientes da cerveja, já falamos da água, do malte, do lúpulo, agora vamos falar da responsável pela fermentação da cerveja, a levedura ou fermento, que sem ela, os tipos de cervejas seriam totalmente diferentes daqueles tipos que conhecemos hoje em dia, sinceramente, sem ela não existia cerveja.

O início da produção da cerveja consiste em cozinhar o malte moído com a água, em alguns casos é colocado já o lúpulo, em outros casos o lúpulo é incluído em outra fase da produção, independente disso, o nome que se dá a essa fervura é MOSTO. Esse mosto é uma bebida rica em açúcares, mas ainda não é uma cerveja propriamente dita. Após a preparação desse mosto e sua fervura, que dura em torno de uma ou duas horas, a levedura ou fermento é adicionado ao mosto e entramos no processo de fermentação da cerveja.

Essa levedura metaboliza os açúcares do mosto, e assim produz o álcool e o dióxido de carbono que auxilia na formação de espuma e dá aquela sensação semelhante de sentir as bolhas de ar na boca ao beber a cerveja. Além de fermentar a cerveja, ela também influencia o caráter e o sabor, pois não existe apenas um tipo de levedura e sim centenas de tipos.

As leveduras mais utilizadas para fabricação de cerveja são:

– Saccharomycescerevisiae: Responsável pela criação de cervejas tipo Ale, ela funciona em temperaturas mais altas, em torno de 15ºC a 24ºC e demoram de cinco a dez dias para fermentar completamente a cerveja.

– Saccharomycespastorianus: Responsável pela criação de cervejas tipo Lager, ela já funciona em temperaturas mais baixas, em torno de 08ºC a 12ºC, e demora um tempo a mais de fermentação em relação às leveduras de alta fermentação.

Além desses dois tipos mais utilizados, ainda há grande uso da levedura tipo Brettanomyces que é usada para fermentar cervejas tipo Lambic, e a Torulasporadelbrueckii, típica para fermentar as Weissbier, as cervejas de trigo que tanto gostamos. Ainda existem as cervejarias tradicionalíssimas belgas que utilizam leveduras selvagens que são encontradas ao ar livre para fermentação de alguns tipos restritos de cervejas Lambics.

Próxima semana nós estaremos abordando a importância em vários casos do uso de adjuntos cervejeiros, ou os populares cereais não-malteados. Esperamos que gostem de nossas postagens. Abraços e boas cervejas a todos.

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Cerveja Vedett Extra White

VEDETT

Vedett Extra White

Olá a todos, hoje iremos falar de uma cerveja que me surpreendeu antes de beber, só de ver a garrafa e a cor de sua cerveja fiquei com curiosidade e mal via à hora de poder degustá-la.

Fundada em 1871 por Jan-Leonard Moortgat, descendente de uma família de fabricantes de cerveja, a Duvel Moortgat Brouwerij fabrica a Vedett desde 1945, criada por Albert Moortgat, filho de Jan-Leonard na versão Pilsener, e em Julho de 2008 foi lançada a versão Extra White que é a cerveja que iremos falar hoje.

Cerveja do tipo Witbier (Cerveja Branca em belga) são cervejas produzidas com ingredientes diferenciados em relação a outros tipos de cerveja, cascas secas de laranja e coentro, dando um sutil gosto cítrico na cerveja. No caso da Vedett Extra White, para desenvolver inteiramente o seu sabor, a cerveja é refermentada na garrafa por diversas semanas. A cerveja é engarrafada sem a filtragem, mantendo todos os elementos naturais intactos. Ela é vendida em garrafinhas de 330 ml, com 4,8% de graduação alcoólica.

Conheci a Vedett Extra White conversando com um garçom de um ótimo bar de Santo André (Cruzeiro            ‘s Bar – Shopping Grand Plaza ABC), estava pedindo a conta e batendo papo sobre cerveja, ele me sugeriu em minha próxima visita ao bar experimentá-la. Mostrou-me a garrafa e me contou as características sobre ela, pesquisei na internet e fiquei fascinado com sua cor amarelo fosca, quase um bege, só de olhar para as fotos me dava água na boca…

Voltando ao bar em outra oportunidade, a primeira coisa que eu fiz foi pedir uma garrafinha dela enquanto esperava uma porção para comer junto com a minha esposa. Pedi apenas uma para dividir com ela, pois tinha certo receio de não gostar do seu sabor. Pois chegou a garrafinha, vi no copo aquela coloração muito bonita que eu tinha ficado encantado nas fotos, e ao dar o primeiro gole percebi que estava bebendo A CERVEJA MAIS REFRESCANTE QUE TINHA BEBIDO ATÉ HOJE! Sabor delicioso, suave, com um toque cítrico no gosto, sensação final seca do gole que faz com que você queira tomar o próximo gole o mais rápido possível.

Nesse dia no bar tinha pedido uma porção de Frango a Passarinho com Polenta para acompanhá-la e em minha opinião ficou divina a combinação, porém ao pesquisar na internet também se recomenda acompanhar a Vedett Extra White com sobremesas, principalmente Torta de Limão.

Facilmente encontrada em bons bares e supermercados. Experimente e nos fale qual foi sua opinião sobre essa cerveja. Abraços e boas cervejas a todos.

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Cultura Cervejeira – Lúpulo

LUPULO

Flor de Lúpulo – Espécie Humulus Lupulus

Olá a todos, continuando nossas postagens sobre os ingredientes da cerveja, iremos abordar o responsável pelo aroma e amargor da cerveja, o lúpulo.

O lúpulo é uma flor fêmea, da família das canabidáceas – sim, a mesma da maconha! – que entra na composição das cervejas. Apesar do parentesco, a planta não tem efeito entorpecente: serve para dar à cerva seu amargor, além de contribuir no aroma da bebida.  Ela é originária na Ásia e Europa, e começou a ser utilizada na fabricação de cerveja por causa de suas propriedades conservantes. Antigamente, o lúpulo era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca durante seu transporte (dessa forma foi criado um tipo de cerveja a India Pale Ale ou IPA), hoje em dia são utilizados os pellets de lúpulo, um processado da flor em formato de cubinhos bem pequenos.

LUPULO PELLETS

Pellets de Lúpulo

E são diversos tipos que ficam à disposição do mestre cervejeiro escolher. Os lúpulos podem ter aromas gramíneos, florais, frutados e terrosos, dependendo da forma como ele é usado (sozinho ou combinado com outros lúpulos).

A fonte de sabor vem de uma glândula resinosa chama lupulina, ela é responsável por trazer os ácidos alfa e beta, que proporcionam amargor à cerveja e ajudam a preservar o líquido.

LUPULO LUPULINA

Ao abrir a flor do Lúpulo, observamos a lupulina, resina amarelada responsável pelo sabor e amargor da cerveja.

E além de tudo isso, o lúpulo pode fazer bem à saúde, pois possui antioxidantes naturais potentes. Como antioxidantes entendem-se substâncias que retardam a deterioração de tecidos celulares. Além disso, alguns componentes do lúpulo têm efeito bactericida, pois o lúpulo é um dos três fatores que tornam a cerveja um ambiente hostil a bactérias causadoras de doenças: os outros são o álcool e o gás carbônico. Assim, a cerveja é um porto seguro quando você suspeita da qualidade da água. Não funciona para matar a sede (seu efeito diurético desidrata o corpo), mas dá para escapar de uma diarréia se você preferir cerveja a uma caipirinha feita com gelo de procedência duvidosa.

Em breve, iremos abordar a importância da levedura ou fermento na fabricação de cerveja. Abraços e boas cervejas a todos.

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Cerveja Biritis

CERVEJA BIRITIS

Olá a todos, hoje vamos falar além de uma cerveja, de uma bela homenagem, quem tem entre 25, 30 anos ou mais com certeza já deve ter assistido um episódio de Os Trapalhões, humorístico que foi transmitido em várias emissoras, mas com maior sucesso na Rede Globo entre 1966 a 1993, e dado muitas risadas com os personagens Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, e essa bela breja homenageia aquele que demonstrava maior amor pelo “mé”.

Vinte anos após a sua morte, Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, um dos Trapalhões, continua aí fazendo sucesso nas redes sociais e nas estampas de camisetas, e agora estampará também os rótulos e tampinhas de uma cerveja artesanal, a Biritis, criação de um dos quatro filhos do humorista, o empresário Sandro Gomes, com os sócios e amigos de infância Diogo Mello e Leonardo Costa.

Lançada em Agosto de 2013, vendida em garrafas de 600 ml, com 4,8% de graduação alcoólica, desenvolvida pela Brassaria Ampolis, e produzida pela Indústria de Bebidas Benbas, de Socorro – SP, ela é uma Vienna Lager, uma lager um pouco mais encorpada que o normal, de cor alaranjada com espuma de cor branca que se dissipa rapidamente.

Ao abrir a garrafa, fiquei muito curioso em poder experimentar a “cerveja do Mussum”, observei sua coloração, sua espuma e ao colocar o copo na boca, senti um bom aroma de cevada tostada e lúpulo, e ao dar o primeiro gole me surpreendi com seu sabor e principalmente seu amargor, lembrando até uma India Pale Ale, e seu amargor pronunciado.

Tomei a Biritis acompanhado de uma porção de Frango a Passarinho, minha opinião é que foi uma combinação interessante, o sabor suave do frango e o sabor intenso da cerveja, tenho a certeza que vale a “beiçadis nessa cervejis”.

Encontra-se essa bela cerveja em lojas especializadas em cervejas especiais e bons bares. Boas cervejas à todos.

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Cultura Cervejeira – Oktoberfest

OKTOBERFEST MUNIQUE

Olá a todos, hoje não vamos falar de uma cerveja em específico, vamos falar da maior festa dedicada à cerveja no mundo. Vamos falar da Oktoberfest.

A Oktoberfest teve origem em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace, organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918.

Por consequência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros!!! Ela se inicia desde 1872 sempre no sábado depois do dia 15 de Setembro ao meio-dia, e termina duas semanas mais tarde, no primeiro domingo de Outubro

A Oktoberfest no Brasil

OKTOBERFEST BLUMENAU

No Brasil, o festival começou a ser realizado em 1984 em Itapiranga, Santa Catarina. Nesse primeiro ano, em apenas 10 dias de festa, compareceram em torno de 102 mil pessoas, e o consumo de chope foi de quase um litro por pessoa.

Hoje, a festa é realizada em Blumenau – SC, e em várias cidades do Brasil como Santa Cruz do Sul e Igrejinha, no Rio Grande do Sul, em Marechal Cândido Rondon, Ponta Grossa e São Jorge D’Oeste, no Paraná, São Paulo, entre outras cidades. Aqui no Brasil a festa começa logo após o termino na Alemanha, no dia 07 até 25 de Outubro.

Oktoberfest Tours

A cerveja servida na Oktoberfest

A festa é regada a cervejas do estilo Oktoberfest, que são Lagers maltadas, levemente amargas, de produções sazonal, e tradicionalmente servidas no caneco de 1L, o Maßkrug.

Esperamos que tenham gostado do post. Boas cervejas à todos.

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