Arquivos mensais: novembro 2015

Eisenbahn Kölsch

EISENBAHN KOLSCH

Olá a todos, hoje vamos voltar a falar da Cervejaria Eisenbahn, se no primeiro post dedicado a essa cervejaria falamos do estilo Rauchbier, hoje vamos falar de outro estilo alemão clássico, iremos abordar a Cerveja Eisenbahn Kölsch (se pronuncia “quelch”).

A Cerveja Kölsch é uma cerveja originária da cidade de Colônia (Köln, em alemão), de característica leve e refrescante. Ela é da família das Ales, que são as cervejas que são produzidas com leveduras de alta fermentação, porém, ao contrário de outras cervejas dessa família, ela é mais doce e com bem menos lúpulo em sua receita.

Com 4,8% de graduação alcoólica e vendida em garrafas long neck de 355 ml. De cor dourada brilhante, a Eisenbahn Kölsch é produzida com quatro tipos de maltes, entre eles o malte de trigo, que acaba contribuindo com o sabor mais frutado dessa cerveja, na minha opinião, é uma ótima cerveja para quem diz “ah, eu não tomo cerveja, aquele troço amargo” rsrsrsrs, porque ela é uma cerveja com suavidade em todos os sentidos, seu aroma bastante agradável, sabor extremamente suave, chego a dizer até doce pela “ausência” de lúpulo, alta carbonatação, aquela sensação de beber por exemplo, um refrigerante, por causa das borbulhas de gás na boca, espuma branca de curta duração, porém, mesmo com toda sua suavidade, ela não é uma cerveja insossa, sem personalidade, longe disso.

Segundo o seu site (www.eisenbahn.com.br) ela é uma ótima companhia para pratos da culinária alemã, carne de porco e queijos. Eu também indico essa cerveja como uma ótima companhia num dia de calor, sua refrescancia e suavidade caem bem numa conversa com amigos, regada a boa cerveja e boas risadas.

Encontrada com facilidade em supermercados, restaurantes e bares. Experimente e nos fale qual foi sua opinião sobre essa cerveja. Dúvidas, criticas e sugestões, mande um e-mail para bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br , abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Colorado Indica

COLORADO INDICA

Colorado Indica

Olá a todos, hoje voltamos a falar do amargor, aroma e sabor de uma boa IPA (Índia Pale Ale), aquela cerveja de origem inglesa que foi produzida para ser enviada aos colonizadores ingleses na Índia (para relembrar a história da IPA, leia o post da Cerveja Karavelle India Pale Ale) e essa IPA que vamos falar hoje vem da Cervejaria Colorado de Ribeirão Preto – SP, já conhecida de quem acompanha o blog quando falamos da Cerveja Colorado Cauim.

Como toda versão de Cerveja feita pela Colorado, essa também tem um ingrediente extra, que é a cara do Brasil,  fazendo a diferença no resultado final: rapadura! Isso mesmo, o nosso doce feito com cana de açúcar vem deixar o resultado final dessa Cerveja bem complexa, pois ao mesmo tempo em que você dá um gole nela, sente-se o dulçor da rapadura e também o amargor proeminente dos lúpulos tipo Galena (para amargor) e Cascade(que confere um aroma mais cítrico, um aroma muito bom!!). Tem coloração cor castanho turvo e espuma de boa duração.

Vendida em garrafas de 600 ml, é encontrada em supermercados e bares, e após a compra da Cervejaria Colorado pela AMBEV, a tendência é que tenha ainda mais facilidade em encontra-la em mais locais. Se você já saboreou essa beleza, conta pra gente sua opinião, se gostou, se não gostou.Dúvidas, criticas e sugestões, mande um e-mail para bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br, abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Kirin Ichiban

KIRIN ICHIBAN

Cerveja Kirin Ichiban

Olá a todos, hoje vamos falar de uma Cerveja Premium, 100% puro malte, só que com uma diferença: geralmente falamos essas características em produtos de micro cervejarias, cervejarias artesanais, mas hoje vamos falar de uma cervejaria gigante, presente no Brasil e no mundo, vamos falar da Brasil Kirin, antiga Schincariol, braço nacional da gigante Kirin Holdings Company, uma das maiores cervejarias do Japão, e sua cerveja, a Kirin Ichiban.

Aqui no Brasil, a Schincariol foi fundada em Itú – SP em 1939 produzindo refrigerantes. Em 1989 foi lançada a primeira cerveja da marca, a Cerveja Schincariol, após isso, sua cerveja recebeu uma repaginada, e em 2003, foi lançada no mercado a conhecida Nova Schin. Até que em 2011 a Kirin Holdings Company adquiriu o controle acionário da empresa.

No Japão, a Kirin Holdings Company foi fundada em 1907, e além de cervejaria, a empresa japonesa produz outros tipos de bebidas alcoólicas ou sem álcool como vinhos, uísque, chás e sucos.

Em 1990 foi lançada no Japão a Kirin Ichiban, e já no primeiro ano de fabricação, ela bateu recorde de vendas e hoje é uma das principais marcas de cerveja no Japão.

Uma das características dessa cerveja, motivo de orgulho para sua empresa, tanto que consta em seu site (www.brasilkirin.com.br) é que a Kirin Ichiban é elaborada com o mais puro malte, lúpulo e água, sem adjuntos cervejeiros. Grande parte das cervejas produzidas é feita com duas ou até três prensagens do seu mosto (para tirar sua dúvida sobre o que é mosto, acesse o post “Cultura Cervejeira – Levedura ou Fermento”), no caso dela é utilizada apenas a primeira prensagem, ou seja, não há uma lavagem do bagaço para extrair o açúcar residual que fica retido nele. Por isso ela é denominada Ichiban, que significa “primeira” ou “melhor” em japonês.

BRASIL KIRIN

Fábrica Brasil Kirin – Itú – SP

Vendida em garrafas longneck de 355 ml com 5,0 % de graduação alcoólica, ela é uma cerveja Premium Lager de cor dourada cristalina, espuma branca cremosa com duração que me surpreendeu. Geralmente nossas cervejas tradicionais têm uma espuma de duração menor, aroma característico de uma cerveja Lager, sabor com pouco amargor, mais suave, mas, uma característica dela me chamou a atenção, um sabor diferenciado no final do gole, (que é chamado por quem entende do assunto de retrogosto), um sabor pouco “picante” em relação às outras cervejas Lager tradicional. Abri a Kirin Ichiban imaginando que iria beber uma cerveja de boa qualidade, mas de sabor normal, porém, me surpreendi positivamente.

Hoje em dia é uma cerveja fácil de ser encontrada em supermercados, bares e restaurantes. Se você já experimentou, conte pra nós o que você achou dela. Críticas ou sugestões podem ser enviadas no e-mail bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br. Abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Cacildis

CACILDIS 1

Cerveja Cacildis

Olá a todos, hoje vamos novamente falar além de uma cerveja, de uma homenagem a um grande humorista brasileiro. Em posts anteriores nós falamos da Cerveja Biritis, uma ótima Vienna Lager, uma cerveja um pouco mais potente, mais amarga. Agora apresento ao pessoal que curte esse blog o segundo “biricotico” desenvolvido pela Brassaria Ampolis, a Cerveja Cacildis.

A Cerveja Cacildis é uma bela Premium Lager, aquelas famosas cervejas de baixa fermentação, puro malte, vendidas em garrafas de 355 ml e 600 ml com 5% de graduação alcoólica. Logo ao abrir a garrafa, sente-se um aroma gostoso do malte, bem diferente de nossas cervejas comerciais, cor dourada límpida, com espuma que se dissipa rapidamente, sente-se um leve amargor de seu lúpulo, muito leve e refrescante, bem do jeito que o nosso clima pede. Daquelas que dá pra levar num churrasco e fazer bonito com os amigos.

CACILDIS 2

Na parte de trás do rótulo tem um divertido texto que conta sobre a cerveja.

Encontra-se essa bela cerveja em lojas especializadas em cervejas especiais e bons bares. Boas cervejas a todos.

E hoje no Mondial de La Bière Rio será lançado o terceiro rótulo da cervejaria, a Ditriguis, uma Witbier com pimenta-da-jamaica. E pode ter certeza, quando ela cair aqui no blog, e se ela for tão boa quanto os dois primeiros rótulos, aguardem por boas resenhas.

 

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br

Cultura Cervejeira – Livros Sobre Cerveja

LIVROS 01

O Livro da Cerveja (Autor: Tim Hampson; Editora Globo), As 100 Melhores Cervejas Brasileiras e Cervejas, Brejas & Birras (Autor: Mauricio Beltramelli; Editora Leya),  ótimos livros para quem aprecia além de beber, obter cultura sobre o mundo da cerveja.

Olá a todos, quando começamos a imaginar esse blog, pensamos em apenas falar sobre cervejas, seus tipos, sabores, origens, locais de fabricação. Só com isso, teríamos material para anos e anos de pesquisa, pois o mundo cervejeiro está em constante evolução, mas fuçando e pesquisando, encontramos muito material literário sobre esse tema.

Um belo dia, andando no shopping com minha esposa, e entrando numa livraria (minha esposa é professora, e ela é apaixonada por livros) resolvi dar uma olhada em alguns livros, até que eu vejo em letras grandes a palavra que nós tanto gostamos: CERVEJA. Fui até esse livro e me deparei com vários exemplares de livros dedicados a falar de cerveja, seja ela importada, nacional, sobre como fazer, rótulos que são indicados pelos autores dos livros, enfim bastante material interessante.

E nessa visita à livraria acabei ganhando de minha esposa meu primeiro livro sobre cerveja, esse livrão da direita na foto acima, “O Livro da Cerveja”, (Editora Globo) organizado pelo degustador profissional de cerveja Tim Hampson, com contribuições de vários especialistas e amantes da cerveja. Nesse livro temos mais de 1700 rótulos avaliados, com descrições e várias fotos de cervejas de várias partes do mundo, desde países-chave na fabricação de cerveja como Alemanha, Grã-Bretanha, Belgica e outras, até países com pouca tradição cervejeira como Nova Zelândia, Sri Lanka, Lituânia e outros países. Além de avaliar essas cervejas, há também dicas de harmonização de pratos, explicações sobre formatos de garrafas e copos e uma série de informações para quem ama cerveja.

LIVROS 02

Além de beber boas cervejas, sempre é bom estudar, aprender coisas novas.

Esse outro belo livro da primeira foto, eu fiz questão de comprar assim que foi lançado, escrito por Mauricio Beltramelli, um dos maiores especialistas de cerveja do Brasil, editor do site BREJAS (www.brejas.com.br, site que não temos vergonha e receio nenhum em dizer que é inspiração para esse blog) “As 100 Melhores Cervejas Brasileiras” (Editora Leya) é um selecionado de altíssima qualidade em se tratando de cerveja nacional. Nesse livro ele fala um pouco da história da cerveja selecionada, explica qual copo devemos utilizar para aproveitar todo o sabor da bebida, explica de forma simples para quem está iniciando a conhecer outros tipos de cerveja, além das vendidas em supermercado, a distinguir estilos, amargor, corpo, e outras características da cerveja. Belíssimo livro. Antes desse livro, ele já tinha publicado “Cervejas, Brejas e Birras”, pela mesma editora, e esse livro é um verdadeiro manual da história da cerveja, contando desde seus primórdios, suas escolas cervejeiras clássicas, tipos de cerveja, copos, taças e conta muita coisa importante, mas sem ser aquela leitura técnica, maçante, muito pelo contrário, uma leitura gostosa, que te traz bastante prazer.

Mas quando falamos de literatura cervejeira não podemos nos esquecer do maior autor do tema: Michael Jackson. Não, não o cantor. Mesmo sendo 16 anos mais velho que o “Rei do Pop” sempre houve esse tipo de comparação e confusão, que ele tirava de letra: “Meu nome é realmente Michael Jackson, mas eu não canto, não danço e eu não bebo Pepsi”, dizia o “Beer Hunter” (seu apelido que significa “O Caçador de Cervejas”).

Em 1977, ele publicou o livro referencia para o amante de cerveja: “The World GuideToBeer”. Nesta obra ele avalia descreve detalhadamente em torno de 500 marcas clássicas de cervejas. Ele listou em seu livro as cervejas em diferentes estilos e categorias baseado na cultura e tradição das regiões onde elas eram originalmente produzidas. Posteriormente, o livro foi traduzido para mais de dez idiomas e é considerado até hoje uma obra fundamental no universo da cerveja.

Além desses grandes apaixonados por cerveja, temos uma grande variedade de livros sobre cerveja, a qual nós queremos sempre adquirir e sempre falando um pouco de cada obra aqui no blog. Esperamos que gostem de nossas postagens. Dúvidas, críticas ou sugestões podem ser enviadas no e-mail bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br. Abraços, boas cervejas, e boa leitura a todos.

Cerveja Paulaner Hefe-Weissbier Dunkel

PAULANER 3

Paulaner Hefe-Weissbier Dunkel

Olá a todos, hoje vamos falar de uma cerveja que é fabricada por uma cervejaria que existe em Munique, Alemanha desde 1634. Estamos falando da Paulaner, bastante conhecida de quem conhece cervejas importadas. E como grande parte da tradição cervejeira alemã, ela foi iniciada dentro de um mosteiro, este, pertencente à Ordem dos Mínimos, uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula (por isso o nome Paulaner). O logotipo atual das cervejas mostra a figura do santo.

Marca famosa na Alemanha e reconhecida mundialmente pela qualidade de sua cerveja, a mesma é patrocinadora do Bayern de Munique.

PAULANER 2

Schweinsteiger comemorando um título alemão saboreando uma Paulaner em uma “pequena” taça para Weizenbier.

Esse blog tendo a obrigação de mostrar os mais variados tipos de cervejas, mas confessamos que temos uma queda pelas cervejas do tipo Hefe-Weissbier (Cerveja de Trigo com Levedura), como vocês podem notar nos posts anteriores, já falamos de algumas cervejas desse tipo, mas sempre tive a vontade de falar dessa marca de cerveja a qual temos um grande carinho, então dessa vez, vamos mostrar outra variedade de cerveja de trigo que tanto gostamos a Hefe-Weissbier Dunkel (Cerveja de Trigo Escura com Levedura)

Esse blog tendo a obrigação de mostrar os mais variados tipos de cervejas, mas confessamos que temos uma queda pelas cervejas do tipo Hefe-Weissbier (Cerveja de Trigo com Levedura), como vocês podem notar nos posts anteriores, já falamos de algumas cervejas desse tipo, mas sempre tive a vontade de falar dessa marca de cerveja a qual temos um grande carinho, então dessa vez, vamos mostrar outra variedade de cerveja de trigo que tanto gostamos a Hefe-Weissbier Dunkel (Cerveja de Trigo Escura com Levedura)

Ela como toda Weissbier tem aspecto turvo, pois a levedura não é filtrada, permanecendo no fundo da garrafa, de cor marrom mais escura, ela tem a diferença de ter em sua receita o malte tostado que é responsável pela alteração de sua cor, graduação alcoólica semelhante à Hefe-Weissbier clara com 5,3% (como comparação, a Weihenstephaner Hefe-Weissbier que já apareceu nesse blog, tem 5,4% de graduação alcoólica). Sua espuma é densa, firme, cremosa e duradoura. Ela é vendida em garrafas de 500 ml.

Quando a cerveja foi servida no copo já senti um leve cheiro de cravo e banana, algo normal quando falamos em cerveja de trigo, pois o tipo de levedura de alta fermentação que é usada na fabricação desse tipo de cerveja além de converter o açúcar do malte em álcool, também produz ésteres que é um componente que tem como característica, fazer com que a cerveja tenha esse aroma e também interfere no sabor, pois esse cheiro de cravo e banana, também ocorreu na hora de saborear, um gosto saboroso, bastante frutado. Seu lúpulo é leve, por isso é uma cerveja de baixo amargor. Uma diferença que senti ao tomar a Dunkel em relação a uma Hefe-Weissbier tradicional é que ela é um pouco mais carbonatada que o normal, ou seja, quando você saboreia um refrigerante, você sente as borbulhas do gás carbônico em sua boca, e a cerveja tem uma sensação parecida, umas mais carbonatadas, outras menos.

Excelente acompanhamento para refeições leves como saladas, aves, peixes e facilmente encontradas em bons supermercados e bares. Experimente e nos fale qual foi sua opinião sobre essa cerveja. Abraços e boas cervejas a todos.

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br

 

Cerveja Colorado Cauim

COLORADO CAUIM

Cerveja Colorado Cauim Lager

Olá a todos, hoje vamos falar de uma das primeiras microcervejarias do Brasil, fundada em 1996 por Marcelo Carneiro da Rocha em Ribeirão Preto – SP, a Cervejaria Colorado produz uma linha de cervejas com receitas tradicionais, mas com um ingrediente que garante um toque de brasilidade nos seus produtos como, por exemplo, mel de laranjeira, rapadura, café e a famosa água do Aqüífero Guarany que é uma das maiores e mais puras reservas de água doce do mundo.  Em Julho desse ano, a Cervejaria Colorado foi adquirida pela gigante Ambev, dando sequencia no seu plano de investir em cervejas artesanais, antes disso, a Ambev tinha comprado a Cervejaria Wäls, de Minas Gerais. E a cerveja da vez é a Colorado Cauim, e o ingrediente especial dela é a brasileiríssima mandioca.

Segundo o site da Colorado (www.cervejariacolorado.com.br), seu nome Cauim vem do Tupi, e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

Cerveja do estilo Premium American Lager, com 4,5% de graduação alcoólica, e vendida em garrafas de 600 ml, é uma cerveja de cor dourada, espuma branca, amargor moderado, bastante refrescante, uma bela companhia em um dia de calor. Na minha opinião, se tem uma cerveja que pode ser a porta de entrada no mundo das cervejas artesanais para aquela pessoa que “Ah, eu só bebo Kaiser…”, “Eu só tomo Brahma…”, “Na minha casa só entra Skol”, é a Colorado Cauim, pois é uma cerveja de estilo “semelhante” às nossas cervejas tradicionais, só que com a vantagem de beber um produto feito com mais cuidado, com matéria prima diferenciada, não quero de maneira nenhuma dizer que uma Kaiser, Brahma ou Skol não tem qualidade, longe disso, o que quero dizer é que uma cerveja artesanal, sem tanta industrialização é diferente,e à partir de uma cerveja de altíssima qualidade como a Colorado Cauim, essa pessoa pode começar a experimentar uma Weiss, uma IPA, uma Stout, e assim por diante.

Encontrada em supermercados e bares. Experimente e nos fale qual foi sua opinião sobre essa cerveja. Dúvidas, criticas e sugestões, mande um e-mail para bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br, abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Gordelícia

CERVEJA GORDELICIA

Cerveja Gordelícia

Olá a todos, hoje vamos falar de uma cervejaria que prima além da qualidade de seus produtos, pelo bom humor nos nomes e rótulos de seus produtos. Situada no bairro do Jabaquara, São Paulo, a Cervejaria Urbana que foi criada em 2011 pelos amigos André Cancegliero e Fernando Pieratti é responsável por cervejas de nomes sensacionais, por exemplo, Sporro, Prima Pode, Fio Terra, Refrescadô de Safadeza, Gordelícia (que iremos falar hoje) e outros nomes bem humorados. A Cervejaria Urbana é a chamada cervejaria cigana, e por que cigana? Pelo fato de as cervejarias serem proibidas por lei de operar no perímetro urbano da capital, eles primeiramente fazem suas experiências fazendo sua cerveja do jeito mais artesanal possível, na base da panela mesmo, e depois suas receitas aprovadas pela dupla são enviadas para serem produzidas e envasadas pela Cervejaria Blondine, uma das preferidas das cervejarias ciganas, na cidade de Itupeva, a 70 km da Capital.
A cerveja Gordelícia é uma cerveja do estilo Belgian Strong Golden Ale, um dos mais clássicos estilos de cerveja, porém bastante limitado a sua terra natal. Algumas características são interessantes nesse estilo, uma é a utilização de cereais flocados para dar mais corpo à cerveja. E a outra característica é a utilização de açúcar, que vai potencializar a produção de álcool no processo da troca de açúcares dos maltes de cevada e trigo com o fermento utilizado.
Seu rótulo é um espetáculo à parte. O desenho de uma moça muito bonita e sorridente, o nome da cerveja logo abaixo e o aviso que “Contêm Glúten” ao estilo da Cervejaria Urbana: “Contêm Glúteos”, sensacional!!!
Quando abri a cerveja e servi na taça, a primeira coisa que eu reparei, e não sei se é do estilo ou aconteceu exclusivamente comigo foi a não formação de espuma, simplesmente nada, espuma alguma. Cerveja de cor alaranjada turva, ao trazer a taça à boca, eu percebi seu cheiro, seu aroma bastante frutado, lembra bastante o trigo, mas, ao invés do cheiro de banana e cravo de uma tradicional cerveja de trigo alemã, um cheiro mais puxado para maçã, e além do aroma, eu também percebi que é uma cerveja bastante encorpada, na boca bastante carbonatação, aquela efervescência típica de um refrigerante, sente-se o sabor dos 7,5% de teor alcoólico, muito sabor, o aroma de maça também veio à boca, juntamente com o sabor do trigo, é como dizem os especialistas, uma cerveja complexa, que ao mesmo tempo sente-se o dulçor e o amargor não tão forte de seu lúpulo (segundo o rótulo, a mesma tem 25 IBU, uma cerveja “pilsen” do mercado tem em torno de 15 IBU). Uma senhora cerveja, daquelas do tipo que você fica triste quando acaba. Muito, mas muito gostosa!
Encontra-se essa bela cerveja em lojas especializadas em cervejas especiais e bons bares. Boas cervejas à todos.

Críticas, dúvidas e sugestões serão sempre muito bem vindas. E podem ser enviadas para:

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Cerveja Samuel Adams Boston Lager

SAMUEL ADAMS 2

Cerveja Samuel Adams Boston Lager

Olá a todos, hoje nós iremos abordar uma das principais cervejarias artesanais dos Estados Unidos, responsável por mudar os hábitos de consumo de cerveja da população americana, a Samuel Adams.

Segundo o “Livro da Cerveja (Autor: Tim Hampson; Editora Globo), “Há poucas décadas, os Estados Unidos eram um país de estilo básico quando se falava em cerveja: a Pale Lager, geralmente light no corpo e sem sabor ou aroma de lúpulo”. País que difundiu o uso de adjuntos cervejeiros (milho e arroz) nas receitas de suas cervejas, e com marcas de cerveja com sabores bem semelhantes, a Samuel Adams foi a grande representante da revolução cervejeira americana.

Tudo começou em 1984, quando Jim Koch, sexta geração de uma família de cervejeiros de origem alemã, decidiu fundar com mais dois sócios uma pequena cervejaria artesanal na cidade de Boston, Massachusetts, de nome Boston BeerCompany, e com a ajuda de Joseph Owades, que é considerado o pai das cervejas americanas, criaram uma cerveja utilizando uma fórmula de seu tataravô Louis Koch com o objetivo de lançar algo realmente diferente no mercado americano. O primeiro barril de cerveja foi produzido utilizando apenas os melhores ingredientes da cozinha de sua casa

E no dia 19 de Abril de 1985, em plena comemoração do Patriot´s Day, foi lançada sua cerveja com um nome todo especial: Samuel Adams é o nome de um dos pais da Revolução Americana, foi governador de Massachusetts e primo de John Adams, o segundo presidente dos Estados Unidos.

Após essa data, a primeira conquista aconteceu rapidamente, três meses depois de iniciar sua produção, ela foi eleita a melhor dos Estados Unidos no Great American Beer Festival, após essa conquista ela se transformou na cerveja artesanal campeã de vendas na cidade de Boston e depois, conquistou o país.

SAMUEL ADAMS 1

Samuel Adams Brewery – Boston – Massachusetts – EUA

Vendida em garrafas longneck de 355 ml com um rótulo estiloso, bonito e com 4,7% de graduação alcoólica, ela na realidade é uma cerveja do tipo Vienna Lager, já comentada no blog com o post da Cerveja Biritis, ela é uma belíssima cerveja de cor âmbar, com espuma bege bem claro, no início essa espuma tem uma quantidade maior, mas conforme ia bebendo ela deixa uma fina camada de espuma, deixando vestígios ao redor do copo, mostrando sua qualidade, o aroma remete ao lúpulo utilizado, deixando a cerveja com um leve cheiro herbal, um pouco menos amarga que a Biritis, com sabor intenso, o amargor é sentido, mas não exagerado, e um ótimo sabor que fica na boca após o gole, dá uma sensação de secura na boca após o gole, coisa que faz você querer o próximo gole o mais rápido possível.

Esse tipo de cerveja casa muito bem com amendoim, hamburger, queijos frescal, minas, e como uma boa cerveja americana ela combina muito bem com frango frito. Não é uma cerveja difícil de achar, pois sua importadora é ninguém mais que a gigante Wal-Mart, então se tem um Wal-Mart ou um Sam´s Club próximo de sua casa, você poderá saborear essa belíssima cerveja. Esperamos que gostem de nossas postagens. Críticas ou sugestões podem ser enviadas aqui abaixo ou no e-mail bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br . Abraços e boas cervejas a todos.

Cerveja Mediterrânea Kentucky

CERVEJA MEDITERRANEA KENTUCKY

CERVEJA MEDITERRÂNEA KENTUCKY

Olá a todos, a cerveja que falaremos hoje conheci de uma forma bastante interessante. Esse blog é jovem, nem tem 02 meses de vida. Além do blog, resolvemos fazer uma página no Facebook (clique aqui), e outra página no Instagram (@blogmundodacerveja). Pois no Instagram, acabamos conhecendo muita gente que curte boas cervejas e também muitas cervejarias artesanais, algumas nem conhecíamos, e entre elas conhecemos a Cervejaria Mediterrânea, da cidade de Estiva Gerbi – SP. Conversando com o pessoal da cervejaria, recebemos sua linha de cervejas, e hoje teremos o prazer de falar da Cerveja Mediterrânea Kentucky.

Essa cervejaria tem como característica principal, que faz dela algo único no mundo é a utilização de folhas de oliva na composição de toda sua linha de cervejas. E qual o motivo de utilizá-las? Segundo o site da cervejaria (www.cervejamediterranea.com) “o intuito não é passar o sabor do azeite, a folha não tem a ver com o azeite e sim com o amargor da cerveja, nunca foi idéia da Cervejaria Mediterrânea fazer uma cerveja com o sabor do azeite, e sim fazer uma sinergia entre os amargores das folhas de oliveira aos amargores do lúpulo”.

Outra característica interessante é que todas as cervejas da Mediterrânea têm nomes de estados americanos. Além da Kentucky, temos a Mississippi, Luisiana, Missouri e Iowa. O motivo desses nomes é uma homenagem a cultura de inovação em cervejas daquele país, algo que a Mediterrânea também tem, por conta da utilização das folhas de oliva.

A Cerveja Mediterrânea Kentucky é uma Scottish Heavy, cerveja do estilo Ale, aquelas famosas cervejas que utilizam leveduras de alta fermentação, como por exemplo, uma Weissbier, as famosas cervejas de trigo, vendidas em garrafas de 300 ml, com graduação alcoólica relativamente baixa (3,58%).

Confesso que ao abrir a garrafa, senti um leve cheiro de azeite, mas acredito que pode ter sido coisa da minha cabeça por saber da utilização das folhas de oliva, espuma abundante, densa, e com longa duração. Gostei muito da sua coloração, um amarelado turvo, que lembra demais uma cerveja de trigo. E na minha opinião, outra coisa lembrou trigo nessa cerveja, após beber alguns goles, seu aroma remete bastante a um cheiro de banana e cravo, só que com um amargor mais pronunciado (no rótulo da garrafa consta 25 IBU, essa sigla significa o índice de amargor de uma cerveja, que vai de 0 a 120) no final do gole fica um amargo ainda mais pronunciado, como dizem as pessoas que conhecem cerveja, um final longo e amargo.

Sinceramente, logo quando conheci a cerveja e sua proposta, imaginava que fosse gostar ao saborear, mas me surpreendi positivamente, gostei muito e em breve estaremos postando sobre as outras cervejas.

Se você que está lendo essa postagem e se interessar em saborear essa cerveja acesse o site (www.cervejamediterranea.com), eles entregam para todo o Brasil, se você mora em São Paulo, pode encontrá-la no Emporio Alto de Pinheiros, referencia cervejeira em São Paulo. E se já experimentou e quer fazer um comentário, uma crítica ou uma sugestão, fique a vontade, tanto aqui na página quanto no nosso e-mail bebacomagente@blogmundodacerveja.com.br . Boas cervejas a todos!