Mulheres no Mundo da Cerveja: Santa HIldegarda de Bingen

Olá galera cervejeira, tudo bem com vocês?? 

Amanhã, 08/03, é o Dia Internacional da Mulher, e também é um dia muito especial para nós do BMdC. Essa data é especial porque nós compreendemos a enorme importância e contribuição feminina no mundo cervejeiro. Podemos dizer seguramente que sem vocês mulheres não existiria cerveja, ou na melhor das hipóteses ela seria muito diferente do que é hoje em dia. 

Há algum tempo pensamos em fazer uma postagem especial mensal falando sobre as grandes e valorosas mulheres cervejeiras, até demos o nome que você está lendo no início da postagem: “Mulheres no Mundo da Cerveja“, e nada melhor que dar início a essas postagens com a (na nossa opinião) maior mulher cervejeira de todos os tempos: Santa Hildegarda de Bingen. Já falamos um pouco sobre essa grandiosa mulher na postagem da Cerveja Hildegarda feita pela galera querida das Cervejarias Tito Bier e Dádiva. Mas nunca é demais falar de uma grande pessoa, de uma grande mulher.  

Hildegarda nasceu em 1098 na cidade de Bingen, na Alemanha. Pelo fato dela ser a décima filha de uma casta nobre, ela foi dada para a Igreja Católica como uma forma de dízimo, se tornando uma monja beneditina. Ela foi uma mulher muito à frente de seu tempo, mística, teóloga, pregadora e dramaturga. Também foi poetisa e compositora talentosa, tendo como legado uma extensa lista de manuscritos relacionados a todas estas áreas e ciências.  

Além de todas essas qualidades e talentos, ela também era uma notável observadora da natureza com fundamento científico, e é aí que entra sua festejada relação com o mundo cervejeiro, sendo atribuída a ela a primeira menção histórica sobre os efeitos aromatizantes e conservantes do Lúpulo nas produções da época feitas com cervejas de aveia. Na época, as cervejas tinham uma mistureba com gengibre, especiarias, flores e frutas silvestres que se chamava “gruit“, após suas pesquisas, nossa cerveja ganhou um ingrediente essencial, nosso querido e festejado lúpulo.  

Hildegarda também foi influente em outros assuntos, principalmente em relação às mulheres, que infelizmente eram perseguidas nessa época das trevas, em que ela chegou até a fazer um relato do orgasmo feminino. 

Hildegarda morreu aos 81 anos, em 1179, deixando um vasto legado. Mas foi somente em 1584 que ela foi canonizada pelo papa Gregorio XIII e seu dia é 17/09, dia de sua morte e quando acontecem várias festas nas abadias alemãs. 

Graças a essa espetacular mulher, temos a cerveja da forma que conhecemos hoje em dia, graças a ela, hoje podemos sentir diversos aromas e sabores que aquela pequena flor pode proporcionar. E com essa pequena homenagem a essa grande mulher, desejamos a todas as mulheres, sejam cervejeiras, mães de cervejeiras, avós, irmãs, filhas, namoradas, amantes e também, por que não, aquelas que não gostam de cerveja, um ótimo Dia Internacional da Mulher. 

Saúde galera cervejeira, e bora beber!! 

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